sexta-feira, março 20, 2009

Barómetro da Crise - 4


Nítidamente, anda optimismo no ar mesmo que seja fruto de pequenas migalhas obtidas por via deste bearmarket rally empurrado pelas medidas determinadas de Bernanke e elas próprias enquadradas por indicadores com uma luz muito ténue, lá mesmo no fundo do túnel.

Mas não neguemos agora esse estado de espírito e analisemos este link:

http://www.optimist123.com/optimist/2009/03/the-fed-has-been-printing-money-so-what.html

quarta-feira, março 18, 2009

O USD põe e dispõe

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Chart courtesy of
http://www.ino.com

Como tinha dito há dias, o USD, que continua a ser a moeda mais importante do sistema financeiro mundial, tem servido de reserva de valor nesta crise profunda que atravessamos e, nesse papel, tinha vindo a subir de valor nos últimos meses.

Mas um facto muito importante foi o de o USD não ter tido força para se manter efectivamente acima da barreira dos 88-89, tendo já baixado nos últimos dias para baixo dessa resistência.

Quando hoje a FED decidiu comprar quase 1 trilião de dólares de títulos hipotecários e 300 biliões de Treasuries de longo prazo para fortalecer o sector de crédito em geral e o da habitação em particular, o mercado viu mais longe, e acreditou que estejamos no início do verdadeiro ataque à crise e de um concreto início de recuperação. Perspectivas de melhores dias retiram a condição de reserva de valor ao USD, que desceu há poucas horas centenas de pips de uma assentada contra as principais moedas (Euro, Iene e Libra inglesa).

Parece que os dados estão lançados e que a história da crise vai começar a mudar. Será mesmo desta?

Upgrade do Site


Como tem sido óbvio, estou a efectuar muitas alterações no site, de modo a torná-lo autosuficiente em termos de gráficos actualizados permanentemente em relação aos activos e índices mais importantes.

É um trabalho complexo mas espero que esteja acabado nesta quarta feira, sem prejuízo de melhorias posteriores.

O Índice de Aversão ao Risco está em testes finais e não tenho dúvidas em afirmar que pode constituir uma ferramenta nova para qualquer trader no sentido de mostrar o sentimento geral do mercado, em termos de um indicador avançado geral.

Vou continuar a privilegiar o trading em divisas, mas todo o cuidado é pouco, e não tenho tido tempo para tomar posições. Talvez na 5ª feira faça outro trade, se a oportunidade surgir.

domingo, março 15, 2009

USDCAD e GBPUSD


Dos principais pares são estes dois os que, para mim, apresentam setups mais interessantes. Com efeito, a libra está a testar mínimos de muitas décadas, a 1,3650/1,37 e uma coisa é certa: esse fulcral suporte se aguentar, irá propiciar uma inversão no par bastante agressiva. Se acontecer o contrário (menos provável), então teremos a libra em free-fall. Claro que serão factores fundamentais de peso que ditarão o movimento futuro.


Em relação ao Dólar Canadiano pode acontecer que a resistência a 1.30 aguente e que o triplo topo funcione com todas as suas consequências.

sexta-feira, março 13, 2009

Barómetro da crise - 3


Tempos extraordinariamente difíceis arrastam medidas excepcionais como as que estão a ser tomadas pelo Banco Nacional da Suíça (BNS), ao diminuir as taxas de juro de forma a que elas se situem a curto prazo ao nível de 0,25% e, numa acção nunca efectivada desde 1995, a indicar que iria intervir decididamente nos mercados cambiais para não deixar subir mais o Franco Suíço, especialmente em relação ao Euro.

Um assunto a seguir com a maior atenção.

Trade nº6

Compra e fecho de posição a 97.55 (Take Profit activado)

Lucro em pips: 44


Nota: durante a noite está sempre activado um take profit (variável de caso para caso e que não refiro nestes posts), para além do stop loss e, quando é caso disso, do trailing stop.

quinta-feira, março 12, 2009

Barómetro da Crise - 2


O link de hoje é um excelente artigo do Prémio Nobel da Economia Paul Krugman. Ele, que é democrata, não tem contemplações em criticar de uma forma profunda a política económica do Presidente Obama, de quem aliás tem sido admirador.

Eu diria que a situação não tende para melhorar no médio prazo, como alguns julgam. Isto não vai lá com meras atitudes de optimismo mas com medidas certeiras e é bem possível que a inversão completa desta crise ainda esteja bastante longe.

http://www.nytimes.com/2009/03/09/opinion/09krugman.html?_r=1
Trade nº6

Venda de 10.000 units (1 pip = 0.80 EUR) de USDJPY a 97.996 (posição short)

Stop loss a 98.55

quarta-feira, março 11, 2009

Trade nº 5

Venda e fecho da posição a 1.3803

Lucro em pips: 72
Trade nº5

Activado trailing stop de 35 pips, para assegurar um lucro mínimo de 65 pips.

Barómetro da Crise - 1


Todos esperam um relief rally nos mercados accionistas, que pode estar já em preparação. No entanto, a perspectiva global continua negativa e outra leg down será muito provável no curto/médio prazo.

Nos próximos tempos, irei apresentar diversas intervenções, de conhecidos analistas de mercado ou de grandes economistas, que possam fazer luz sobre a "situação em que nos encontramos".

Este é um vídeo sobre o petróleo (e não só) que pode ser bastante esclarecedor:

http://www.ino.com/info/300/CD147/&dp=0&l=0&campaignid=3
Trade nº5

10:03 - Compra de 10.000 units (1 pip = 0,79 euros) de GBPUSD a 1.37312 (posição longa)

Stop loss a 1.3649

segunda-feira, março 09, 2009

Trade nº 4

Venda e fecho da posição a 939.00

Lucro em pips: 232

domingo, março 08, 2009

Análise aos pares mais importantes

Chart courtesy of http://www.ino.com
O USDCHF teve uma queda de cerca de 1% na semana finda, estando agora numa zona de consolidação um pouco distante ainda dfos máximos de Dezembro.
O USDCAD registou uma subida de cerca de 1% na semana passada, mantendo um extensa consolidação após a grande subida verificada em Outubro. É agora previsível um novo ataque à resistência a 1.30.

O GBPUSD registou uma descida, em fecho, na última semana de cerca de 1,7%, mantendo a tendência de descendente que vem apresentando e denunciando mais fraqueza.

O EURUSD, em fecho semanal, desceu muito ligeiramente, mantendo a perspectiva de certa forma errática das últimas semanas mas consolidando a sua tendência descendente de curto prazo. Teremos inversão para breve?

O USDJPY subiu um pouco menos de 1% durante a última semana e mantém a tendência ascendente de curto prazo.

Em resumo, as variações mistas acima assinaladas do USD em relação a estas cinco divisas, explicam a ligeira subida do USD Index na última semana. Mas deve ser relembrado que o USD quebrou em alta a barreira dos 88 e está a consolidar acima daquele nível, apresentando, em minha opinião, um setup muito prometedor a médio prazo.

sábado, março 07, 2009

Ponto de situação nas principais divisas

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Chart courtesy of
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Comecemos pelo USD Index, que representa a base dos principais pares que vamos negociar e que é ainda - apesar de todos os problemas causados pela actual crise - a mais importante moeda do sitema financeiro mundial.

De qualquer modo, e sejam quais forem as nossas opiniões e análises em relação ao dólar, é fundamental estudar o seu outlook e depois ver como é que, na prática, isso se traduz na evolução dos principais pares.

Não nos esqueçamos que o gráfico que apresento diz respeito ao USD tomado como índice de transacções com as moedas dos seus maiores parceiros (Euro - 57,6%; Iene - 13,6%; Libra - 11,9%; Dol. Canad. - 9,1%; Coroa Sueca - 4,2%; Franco Suíço - 3,6%). Concretamente, reflecte a situação do USD como uma média ponderada destas 6 moedas contra o USD em comparação com Março de 1973 (Base 100).

Podemos observar que o USD após bater várias vezes na resistência situada na zona dos 88, quebrou em alta e está agora, "contra tudo e contra todos", acima desse nível que agora serve de suporte. Penso que não estaremos em presença de um falso breakout e é mais provável que no curto prazo o USD passe os 89, o que o levaria a médio prazo para os 95.70. Mas o USD precisa de estar mais tempo e sustentadamente claramente acima dos 89, o que ainda não acontece.

No final da tarde, apresentarei os gráficos dos 5 pares já referidos, para uma análise conjunta da semana que passou.

sexta-feira, março 06, 2009

Trade nº4

Compra de 760 units (1 pip = 6 EUR) de XAUUSD a 936.68 (posição longa)

Stop loss a 919
Trade nº 3

Venda e fecho de posição a 1.1576, para não negociar as muito importantes notícias quase a sair.

Lucro em pips: 13
Trade nº 3

11:55 - Compra de 15,000 units (1 pip = 1 EUR) de USDCHF a 1.1563 (posição longa)

Stop loss a 1.1450
Trade nº1

Stopado a 1.4235

Prejuízo em pips: 102
Trade nº2

Compra e fecho da posição a 96.74

Lucro em pips: 151
Trade nº2

Inserida trailing stop de 25 pips para assegurar um lucro mínimo de 145 pips e continuar a acompanhar o movimento de descida do par USDJPY.
Trade nº2

12.500 units (1 pip = 1 euro)

00:12 - USDJPY - 98.25 (Posição short)

Stop loss - 99.69

quinta-feira, março 05, 2009

Trade nº1

12.500 units (1 pip = 1 euro)

23:52 - GBPUSD 1.4133 (Posição short)


Stop loss - 1.4235

FOREX - Vamos aos Pips!


A partir de hoje vou dar início à indicação de todos os meus trades no FOREX, os quais estão centrados, sempre que haja sinais de compra/venda, nos maiores pares que baseiam os movimentos do USD: EURUSD, USDJPY, GBPUSD, USDCAD, USDCHF. Sem esquecer, obviamente, o Ouro (XAUUSD) e a Prata (XAGUSD).

Daqui a pouco vou dar as minhas posições abertas a partir das 22 horas (naturalmente não vou referir-me a todos os trades anteriores, ainda abertos ou não, pois seria fácil construir uma "carteira de encomenda").

Todas as posições são em dinheiro real e vou centrar o cálculo dos lucros/perdas em pips. Espero que possa dar algumas ideias a quem me ler, mas cada um deve fazer a sua própria análise e procurar, se necessário, aconselhamento profissional atendendo a que esta minha intervenção é meramente informativa e pessoal, não tendo outros objectivos.

domingo, fevereiro 01, 2009

A Bola de Neve da Crise


Em 17 de Março de 2008 (está quase a fazer um ano!), o actual premiado com o Prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, num dos seus esclarecidos artigos no New York Times, jornal onde escreve todas as semanas há cerca de 10 anos, fazia uma pergunta importante: Estaremos perto de uma armadilha de liquidez?

Segundo ele, o problema da armadilha de liquidez (situação em que os meios de política monetária perdem qualquer poder) deve ter uma análise centrada no mercado. Uma coisa é clara – uma taxa central de zero por cento, ou muito próxima desse nível cria o quadro perfeito para a existência daquele problema, que constitui um perigo enorme para a recuperação da crise em que o mundo se encontra. E pouco interessa se estamos a falar da taxa da Fed ou das Treasuries de curto prazo (dívida do governo dos EUA).

Nessa data, a taxa do Fed ainda estava em 3% (baixaria no dia seguinte para 2,25%), mas a taxa de juro implícita das Treasuries até 3 meses estava a um nível muito menor, bem abaixo de 1%. Exactamente por esta razão (contrária à normal correspondência entre aqueles dois valores), Krugman concluía que os EUA já estavam perto dessa armadilha de liquidez.

Hoje, a situação é muito mais preocupante atendendo a que a taxa da FED já está entre 0% e 0,25% enquanto os yields das Treasuries de curto prazo registam valores pouco superiores a 0,10%, embora estejam nesta altura em período de alguma recuperação.

Serão precisas medidas não convencionais muito fortes por parte das autoridades financeiras americanas (e não só da FED) para ser possível estancar a queda da procura motivada pela grave diminuição da actividade económica e pelo desemprego crescente.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

A Armadilha da Liquidez


Já sabemos que todos os exageros de quase duas décadas deram origem ao desastre do crédito, aos problemas bancários globais que atingiram o cerne de todo o sistema financeiro, tal como o conhecemos. Toda essa crise de enorme magnitude está a propagar-se pela economia mundial, de um modo rápido e profundo.

É tempo de se continuar a deitar mão de todo o arsenal de incentivos à procura e de apoio aos agentes económicos, sejam empresas ou particulares.

Mas os apoios têm um óbvio limite e o tempo parece jogar a favor desta recessão global ainda em desenvolvimento. É aqui que importa ponderar o que o futuro nos pode reservar em termos de agravamento da situação e dos meios para lhe fazer face.

Tenciono abordar com frequência, nos próximos tempos, os aspectos ligados à liquidez (ou falta dela) e aos seus correspondentes riscos, que constitui actualmente o maior problema real de todo o sistema. A chamada “armadilha da liquidez” está completamente na ordem do dia, no sentido de se conhecer até que ponto esta crise (recessão ou depressão, é cedo para o sabermos) pode ainda ser combatida por instrumentos ligados à circulação da moeda, devidamente orientada para os grupos económicos que têm maior propensão ao consumo.

A Bolsa vai continuar a ser o reflexo, ou o espelho, de tudo isto.

domingo, novembro 09, 2008

Só Um Registo...


As entidades reguladoras dos EUA fecharam mais 2 Bancos, fazendo aumentar o número de falências bancárias neste ano para 19, que compara com 3 em todo o ano de 2007 e é superior à soma dos bancos encerrados nos últimos 5 anos.

Dos 8.500 bancos apoiados pela FDIC (Federal Deposit Insurance Corp), mais de metade irão ser apoiados através de garantias temporárias para empréstimos e outros apoios, no montante global de 3 Triliões de USD. Prevê-se que a tendência de falências aumente, tendo sido indicados 117 bancos com graves problemas no 2º trimestre, acima dos 90 registados no 1º trimestre.

sábado, novembro 08, 2008

O Mágico Mundo do FOREX


Hoje vou escrever um pouco sobre o maior e mais difícil mercado financeiro do mundo: o FOREX.

É um universo de trading fascinante, com enormes potencialidades de lucros, mas onde infelizmente a esmagadora maioria dos traders tem prejuízos sustentados. Calcula-se que cerca de 95% dos investidores no FOREX tenham prejuízos no médio prazo, sendo uma pequena minoria a apresentar lucros e uma ainda muito mais reduzida parte - 1 ou 2% - a terem a capacidade de arrancar grandes lucros e a poder assim viver completamente dessa actividade.

E, no entanto, pareceria que negociar um qualquer par - como o EUR/USD, por exemplo - não teria grande dificuldade, bastando aplicar as regras normais de trading e usar stops e limites. Só que o problema é a grande alavancagem, a volatilidade dos preços e a necessidade de se estar sempre a acompanhar o mercado. Ainda por cima, os traders têm uma opinião pessoal sobre o andamento das divisas que muitas vezes choca com o setup técnico que devem negociar. Este é um erro miuto grave a evitar a todo o custo!

Deste modo, considero extremamente vantajoso arranjar um sistema de negociação mecânico
. É que as emoções, os palpites e o nosso "conhecimento" do mercado estragam normalmennte as hipóteses de uma negociação com sucesso. Muitas vezes, a confusão instala-se nos nossos espíritos, baralhamos análise técnica com fundamental e esquecemo-nos que todos os factos e notícias estão devidamente descontados nos preços, salvo situações muito, mas muito, excepcionais.

Portanto, o que eu aconselho aos que já começaram a fazer trading no FOREX é o estabelecimento de uma estratégia sólida de negociação, fria e tecnicista, que só pode efectivamente ser obtida através de um sitema mecanizado e bem testado.

sexta-feira, setembro 05, 2008

A bolha dos metais estava muito cheia


Parece ainda existir um longo caminho de descidas a percorrer, não só nos mercados accionistas como nas commodities. Estas, especialmente os metais, formaram uma bolha durante os últimos anos que terá rebentado já em 2008.

Talvez venham a ser saudáveis as grandes correcções en curso. Só fica uma questão decisiva: quanto faltará ainda descer para se atingir um fundo sólido?

domingo, agosto 24, 2008

Cª Vale do Rio Doce: empresa de nível mundial

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A valorização das cotações da empresa tem sido forte ao longo dos últimos anos. Em Maio passado, foi estabelecido um topo e o que se vê agora é um duplo bottom na zona dos 23.90.

Embora com fundamentais excelentes, a fase por que passam os mercados financeiros não pode ajudar este título. Ainda para mais, a EMA50 cortou em queda a EMA200, no princípio de Agosto, o que pode ser muito negativo para a evolução das cotações a médio prazo.

No entanto, teremos de esperar para ver qual o grau de resistência deste papel. Se aguentar o suporte de 23.90 e conseguir consolidar acima desse nível, isso será um factor decisivo que fará acreditar, a prazo, na possibilidade de novas subidas.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Frase do dia

Warren Buffet disse numa entrevista à CNBC que já não está a prever mais descidas do USD. Por outro lado, pensa que se agravará o abrandamento da economia americana em 2009.

digo eu: estas opiniões dão que pensar e devem ficar bem registadas!
Jim Cramer disse anteontem sobre a Companhia Vale do Rio Doce:

"Estamos num bear market das commodities. Este título não tem feito mais nada a não ser descer. Eu, pessoalmente, sinto que há nesta empresa algum valor real. Não me quero ver livre dela mas estamos em presença de uma "don´t buy".

digo eu: quando se vive de audiências, como o nosso Jim Cramer, aparecem opiniões deste calibre. Era bom que ele soubesse que a RIO, sendo a segunda maior empresa mundial da área mineira, é das que tem mais potencial de subida, estando a efectuar a integração vertical dos seus negócios.

Nota: brevemente, vou aqui colocar o gráfico para fazer alguns comentários.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Frases do dia

1. Goldman Sachs prevê que o crude termine o ano a $149.
(digo eu: porquê 149? A bola de cristal não dá para chegar aos 150?...)

2. Bill Gross (da Pimco) disse hoje que o governo americano precisa de injectar com urgência 15-20 biliões de USD nas financeiras Fannie Mae e Freddie Mac.
(digo eu: olhe que se calhar não chega!...)

Petróleo fraco

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Embora sustentado pela EMA50, no gráfico semanal, o Crude parece ter bastante campo para novas descidas. O indicador ADX diz exactamente isso e se olharmos para o RSI notaremos uma grande divergência negativa.

Mesmo com turbulências políticas em zonas sensíveis para o Petróleo, observamos notória fraqueza nesta importante commodity.

quinta-feira, agosto 14, 2008

O dólar forte

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Depois de vários anos de descida, em que passou dos 120.50 (em Janeiro de 2002) até à zona dos 71 ainda há poucas semanas, este forte rally do USD pode querer mesmo dizer que houve uma inversão e que as subidas virem para ficar.

Naturalmente que os fundamenatais da nota verde não são bons mas a expectativa é que vá melhorar e é isso que o mercado está a significar. Depois de ter tentado sem sucesso durante vários meses romper em decida os 71, é de aguardar pela luta na zona de forte resistência em 77,5-78.

Mas só depois de uma ligeira consolidação em valores próximos dos actuais, pois os indicadores estão a sinalizá-lo.

domingo, agosto 03, 2008

O que está a acontecer à Platina?

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Temo-nos habituado, nos últimos anos, a observar fortes subidas nos preços deste metal precioso, muito em paralelo com o aumento das cotações do Ouro. No entanto, a Platina também sobe por força da procura dirigida à sua utilização industrial.

O actual abrandamento económico, que já se sente à escala mundial, faz pensar que, tal como o cobre, a Platina pode estar a fazer o papel de "indicador avançado", sinalizando problemas no crescimento da economia global.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Rebound terminado?

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Neste Bear Market que já leva quase 1 ano, tinham sido assinaladas condições para um rebound, até porque as cotações nunca têm um andamento linear e de sentido único. Reafirma-se que a tendência principal (em todas as time frame) continua descendente e sem sinais de inversão.

Deste modo, houve efectivamente o aguardado rebound mas sem grande duração, pelo menos por agora. O indicador OBV assinalava, há duas sessões, a formação de um pico que se poderia tornar exgerado em relação à sua MM de 30 dias e, por isso, houve nova queda no índice.

terça-feira, julho 15, 2008

Bear Market: até quando?

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Impressionante o volume do S&P500 de hoje, só semelhante à sessão de Janeiro em que a FED esmagou os juros e conseguiu uma fugaz recuperação do mercado.

Continuamos, assim, com um acento tónico muito negativo a médio prazo, embora seja provável a qualquer momento um pequeno rebound para fazer respirar alguns indicadores de mercado (como o RSI) que andam bastante esticados.

quarta-feira, junho 11, 2008

Ouro negro dita a sua lei

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O petróleo está a alimentar a crise na economia mundial e, se os aumentos persistirem, podem agudizar-se dramaticamente as dificuldades da generalidade dos países.

Em primeiro lugar, afectam o consumidor - já atingido por graves problemas no seu rendimento disponível por via do rebentar da bolha especulativa no mercado da habitação. Em conjugação com isso, a situação económica em geral está enfraquecida e o preço das demais matérias primas estão em escalada, o que faz temer que a inflação possa voltar a níveis até há pouco tempo inimagináveis.

Uma palavra para as previsões sobre a cotação futura do petróleo. Enquanto organizações reguladoras mundiais e instituições bancárias credenciadas não hesitam em apostar na continuação das subidas no médio prazo, o Presidente da GALP reitera a sua convicção de que os preços virão de novo muito para baixo dos 100.

É caso para dizer que prever o futuro desta commodity se tornou um jogo de adivinhação sem grande racionalidade.

segunda-feira, abril 28, 2008

Escapando a uma recessão grave?

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Os EUA estão num abrandamento continuado que muitos economistas acreditam ser a face de uma verdadeira recessão. No mundo visto globalmente, as perspectivas são de grande diminuição do crescimento registado nos últimos anos, o que é mau sinal especialmente para os países pobres e em vias de desenvolvimento. Ainda por cima, a generalidade das commodities alimentares estão em enorme subida o que torna a situação ainda mais complexa e delicada.

O Cobre, costuma dar uma boa ideia da força dessa mesma economia mundial. Tendo registado uma subida acentuada desde o princípio da década e especialmente em 2005/2006, fruto do crescimento indutrial de grandes economias emergentes onde claramente se destacam a China e a Índia, o Cobre - mesmo com toda a especulação de que é alvo - tem corrigido e subido de novo diversas vezes numa consolidação forte que agora poderá estar a criar condições para finalmente quebrar em alta os máximos de Maio de 2006.

Seja qual for a sua evolução nos próximos tempos, será que o Cobre consegue ser, mais uma vez, um "indicador avançado" da economia real?
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